domingo, 19 de março de 2017

Reformer aplicado na reabilitação das patologias de quadril

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O  equipamento de pilates, reformer, é o queridinho de muitos alunos e muitas são as vantagens de trabalhar com ele, principalmente quando o assunto envolve patologia e reabilitação.
Nesse texto vamos dar dicas para você trabalhar com esse equipamento em suas aulas e principalmente como ele pode ajudar em patologias, mais especificamente patologias do quadril . Acompanhe o texto e veja várias dicas de exercícios para você adaptar em sua aula.

O equipamento de pilates reformer


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O reformer é um equipamento que como o próprio nome diz, foi feito para reformar seu corpo e aprimorar seus movimentos. Este equipamento possui um amplo repertório de exercícios que possibilita a realização de exercícios corretivos desde a ponta do pé, passando pela coluna e membros superiores.
Este equipamento possibilita a adaptação de muitos exercícios, facilitando sua utilização com os mais diversos públicos. Além disso, é possível  diversificar as aulas  com a utilização de acessórios do próprio equipamento como a caixa, ou também através da utilização de bastões, overball e flex circle.
A adaptação de exercícios é extremamente importante quando se fala em patologias. Em muitos casos é importante ajustar o equipamento de acordo com a altura do paciente e suas alterações, favorecendo um movimento em ângulos mais confortáveis, evitando assim, a sobrecarga articular.
É importante também alertar a respeito do cuidado com as molas. Através do ajuste das molas é possível estimular musculaturas mais profundas e estabilizadoras e musculaturas mais superficiais ou mobilizadoras.
Não havendo regra, no entanto para a utilização das mesmas. Porém, é importante também ressaltar que o maior ou menor numero de molas pode tanto facilitar como dificultar o exercício depende de seu objetivo.

Dicas para trabalhar com o Reformer


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Preconiza-se que ao iniciar uma aula de pilates, primeiramente dê início aos movimentos com pouca carga e/ou intensidade, introduzindo movimentos de aquecimento, mobilidade, fortalecimento com integração de membros superiores e/ou inferiores e tronco, e por fim alongamentos mais intensos. (lembrando que esta não é uma regra, é um método de trabalho baseado na literatura cientifica).
Tal forma de trabalho faz com que o paciente prepare seu corpo trabalhando articulação por articulação, estabilizando e mobilizando as articulações necessárias, ativando as musculaturas necessárias e preparando para movimentos integrados e funcionais.
Falando em funcionalidade podemos ressaltar que método pilates possibilita o trabalho de funcionalidade de várias articulações, sendo um importante aliado na reabilitação funcional de várias patologias.
Quando falamos em funcionalidade do quadril é importante relembrar que esta articulação tem relação direta ao posicionamento da pelve e alterações na funcionalidade da coluna  lombar e joelho devido a músculos biarticulares entre coluna lombar e quadril/quadril e joelho.
Além disso tem relação indireta com a articulação do ombro e pé devido as cadeias cruzadas sobre influência da fáscia muscular.
Logo, ao propor determinados exercícios é preciso levar em consideração as demais alterações musculoesqueléticas, além de apenas a patologia que acomete tal articulação.
A seguir, iremos destacar algumas patologias e/ou alterações musculoesqueléticas mais comuns na articulação do quadril.

Patologias do quadril


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Dentre as patologias da articulação do quadril e partes moles adjacentes podemos citar a artrose, bursite, tendinite glútea, síndrome do piriforme, síndrome do trato iliotibial e fraqueza ou encurtamento do iliopsoas.
Como sintomas apresentados nestas patologias, podemos perceber a dor local ou referida com presença de contraturas ou retração das fáscias, redução de amplitude nos movimentos do quadril, alterações posturais e alterações na biomecânica dos membros inferiores, nos apoios plantares e nos arcos do pé. 
Como já sabemos, a maioria das dores ou lesões são provenientes de algum desequilíbrio muscular ou acabam levando a estes desequilíbrios, sendo o exercício a melhor forma de promover reequilíbrio muscular.
Tal fato é possível através de exercícios corretivos, exercícios de mobilização, estabilização, fortalecimento e alongamentos.
Você já praticou algum exercício no reformer? Conhece este equipamento e seus benefícios?

Benefícios na utilização do Reformer


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  • Este equipamento possui ajustes que possibilitam regulagem e conforto conforme a altura do individuo.
  • Possui encaixe anatômico para os ombros favorecendo o alinhamento postural.
  • A barra de pés também é ajustável favorecendo a correção biomecânica dos membros inferiores, o trabalho do apoio dos pés, trabalhando o arco plantar, apoio do calcanhar e apoio dos dedos.
  • O trabalho em cadeia cinética fechada neste equipamento, favorece a mecânica articular do quadril, já que os movimentos funcionais que realizamos no dia-a-dia como agachar e caminhar são em cadeia cinética fechada.
  • O sistema de cordas e roldanas possibilita o trabalho integrado entre membros superiores e membros inferiores, auxiliando no fortalecimento do centro de força (CORE).
  • Este aparelho permite um grande repertório de exercícios onde podemos trabalhar mobilidade, flexibilidade, força, equilíbrio, melhora da postura e marcha.
  • A versatilidade deste equipamento permite a execução dos exercícios em todos os decúbitos, sentado e em pé sendo possível reabilitar de forma integrada visando a funcionalidade.
Agora que você já sabe como o reformer pode auxiliar na reabilitação e todas as suas vantagens, vamos observar alguns exercícios que podem ser aplicados em determinados casos.
Acompanhe a seguir, algumas dicas de exercícios para melhorar a mobilidade, estabilidade, flexibilidade e fortalecimento do quadril.

Dicas de exercícios no Reformer

1. Dicas de Exercícios para Melhorar a Mobilidade (Indicação para Artrose e Encurtamento de Iliopsoas)

  • Footwork
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Objetivo: Mobilização do quadril joelhos e tornozelos, otimizando a mecânica dos membros inferiores. Podemos também utilizar das variações deste exercício para trabalhar o arco do pé e os apoios plantares.
Indicação: Artrose
  • Front Splits
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Objetivo: Mobilidade da cadeia anterior do quadril
Indicação: Encurtamento do Iliopsoas

2. Dicas de Exercícios para Melhorar a Estabilidade (Indicação para Bursite)

  • Bridge
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Objetivo: Promover estabilidade do quadril, fortalecimento de membros inferiores e Power House reduzindo a sobrecarga na bursa, reequilibrando a musculatura do quadril.
Indicação: Bursite

3.Dicas de Exercícios para Melhorar a Flexibilidade (Indicação para Tendinite Glúteo e Síndrome do Piriforme)

  • Knee Stretches (variação)
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Objetivo: Alongamento dos extensores do quadril e rotadores do quadril
Indicação: Tendinite do Glúteo e Síndrome do Piriforme

4.Dicas de Exercícios para o Fortalecimento do POWER HOUSE (Indicação para Síndrome do Trato Iliotibial e Fortalecimento do Iliopsoas)

  • Elephant (Variação) 
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Objetivo: Alongamento da cadeia posterior, fortalecimento do Power House e membros inferiores promovendo reequilíbrio da musculatura.
Indicação: Síndrome do Trato Iliotibial
  • The Hundred (variação)
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Objetivo: Fortalecimento do Power House e flexores do quadril.
Indicação: Fortalecimento do Iliopsoas.

Concluindo…


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O repertório de exercícios de pilates é imenso, faça as adaptações necessárias facilitando ou dificultando a execução destes movimentos, e então use e abuse do reformer!

Lesão do manguito rotador:como trabalhar no pilates


A articulação do ombro é a articulação com maior mobilidade dentre todas no corpo, isso a torna muito instável, pois além de oscilar ao longo do membro superior pelo corpo, a força da gravidade favorece as frequentes lesões do ombro.


Por isso nesse texto iremos abordar como podemos trabalhar no pilates,  uma das lesões na articulação, no manguito rotador. Além disso vamos explicar toda a estrutura do ombro e algumas dicas de exercícios.

O complexo articular do ombro


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 O complexo articular do ombro é composto por 5 articulações:geno-humeral, subcromial ou supraumeral, escapulotorácica, acromioclavicular, esternoclavicular.
Essa articulação é responsável por realizar movimentos em 3 planos de espaço; os movimentos de flexão, extensão, abdução, adução, rotação interna e externa, circundução e flexo extensão horizontal.
A junção da articulação do ombro está garantida por ligamentos e músculos, sendo esses os:lig.coracoumeral,lig.glemoumeral .
Já os músculos são divididos entre os responsáveis por unir a cabeça do úmero na cavidade glenóide e os que evitam o descolamento da cabeça do úmero ao segurar uma carga na mão e o efeito de gravidade.
Os primeiros são o supraespinhal,infraespinhal, redondo menor, subescapular e o tendão da cabeça longa do bíceps braquial. Os outros são o deltóide, peitoral maior, coracobraquial, cabeça longa tríceps braquial, porção longa subescapular e bíceps braquial.

A lesão no manguito rotador

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O funcionamento do ombro é fundamental para realizar atividades durante a rotina, tal esses como se alimentar, se higienizar, vestir-se…. Sendo assim, uma lesão nessa articulação prejudica a qualidade de vida de seu aluno, e produz dor e limitação no movimento.
Uma das lesões mais comuns nas articulações do ombro, é especialmente no manguito rotador, e especificamente tendinites no tendão do supraespinhal e na maior parte do bíceps braquial.
O manguito rotador é composto pelos músculos supraespinhal, infraespinhal, subescapular e redondo menor.
A lesão do manguito rotador pode ser ocasionada por diversos motivos, dentre eles:
  • O predomínio dos músculos captadores longitudinais
  • Traumas e micro traumas repetidos
  • Uso excessivo do mesmo em atividades físicas
  • Sobrecarga em atividades, no trabalho (trazer repetidamente o braço acima da cabeça)
Importante lembrar que em adultos mais velhos  por um processo degenerativo progressivo, biomecânica e mobilidade inadequada da junta, instabilidade do ombro.
As lesões produzidas no manguito rotador causam dor e impotência para realizar movimentos de abdução, flexão e rotação externa e interna e durante a noite a dor aumenta pois é quando o paciente se apoia em cima do ombro afetado para dormir.

Como podemos ajudar o aluno com Pilates?

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É importante em um primeiro momento realizar uma anammenese adequada  , por isso interrogue o aluno as seguintes questões:
  • Qual parte do corpo doe e quando doe
  • Quais movimentos praticados que causam dor
  • Avalie a capacidade do movimento sem dor
  • A medicação e tratamento que estão sendo realizados
  • Se o aluno sofre com essas dores frequentemente ou se é a primeira vez
  • O que foi feito para causar essa dor; essa dor é causada por uma atividade cotidiana, de trabalho ou de esporte?
Lembre-se de considerar a idade do paciente, é muito importante pois para os adultos mais velhos, o processo normalmente de natureza degenerativa.
Observe também quando o aluno se move e assim ajuda a detectar compensação. Além disso torne os exercícios semiológicos, para assim avaliar quais os músculos específicos são afetados pela doença.
Um programa de trabalho com pilates  deveria conter:
  • Estabilização estática e dinâmica da articulação e escapulo torácica, pois geralmente ela não é estabilizada.
  • A dissociação de movimento da escápula e do úmero.
  • Mobilização da articulação do ombro
  • Fortalecimento da articulação do ombro
  • Integração dos conceitos anteriores as atividades da vida diária, tanto no trabalho como no esporte
Um dia boa é começar a trabalhar com pilates após a fase aguda, pois após a conclusão do tratamento de fisioterapia correspondente e autorização médica para pilates ou se o professor de Pilates é fisioterapeuta, começar a reabilitação com o protocolo tradicional e de pilates therapeutics .
 Para poder estabilizar a articulação do ombro, é necessário que o aluno sinta seu corpo, a escapula e os movimentos que está praticando. Podemos fazer mobilizações para poder entender como estabilizar.
Algumas dicas para isso é realizando a proteção e retratação, elevação e depressão, abdução e adução de escapulas, comparando esses movimentos com a posição neutra da escapula você irá conseguir identificar facilmente a estabilização.
Mobilizar a articulação do ombro sem carga, e em diversos movimentos sem causar dor, efetuar flexões, extensões, abduções, aduções e rotações internas e externas.
É importante se lembrar de realizar esses movimentos sem carga e com amplitude suficiente para não causar dor. Ao realizar os movimentos, indicar ao aluno a sensação de colocar a parte inferior da escápula em um “bolso” e manter a escápula lá, isso é feito para o aluno aprender estabilizar a escapula e dissociar o movimento relativo a escápula do ombro.

Exercícios para a lesão no manguito rotador

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Indico exercícios ativos com os equipamentos de pilates para mobilizar a articulação do ombro mantendo a estabilidade dinâmica da escapula. Por exemplo levantamentos e retrações, alguns no cadilac com a barra push-through com molas de cima, fazer o mesmo para adicionar apenas um braço e coluna rotativa.
Promover o fortalecimento mediante contrações isométricas em posição neutra com o aro mágico,com uma bola média ou pequena e com os dois braços ou com um braço só pressionando sobre o corpo.
A medida que vai progredindo junto ao treinamento a mobilidade e estabilidade, é importante fortalecer a articulação com exercícios isométricos, em seguida isotônicos concêntricos e excêntricos, utilizando equipamentos do pilates. Primeiro com pouquíssima carga e em seguida ir aumentando a carga, de acordo com a tolerância do aluno, por exemplo:
A expansão torácica no reformer, preparação do remo que é feito para frente e para trás, série de braços, pulling straps e side arms.
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Tração e retração na chair, de bruços com os dois braços simultaneamente alternados mais a rotação da coluna, rotação propensa e swan com um braço.
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Utiliza a barra de push-through com molas de cima para realizar exercícios concêntricos, excêntrico da articulação do ombro, com apenas 1 ou 2 braços.
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Geralmente as condições que se encontra o manguito rotador, pode gerar dor na zona cervical, causada consequentemente pela tensão provocada pela dor. Para isso mobilizar e esticar o pescoço, faça movimentos de rotação, flexão, extensão e inclinação da coluna cervical sem compressão.
Coloque o aluno em decúbito supino com uma bola de 20 centímetros aproximadamente, um pouco murcha e mobilizar o pescoço sobre a mesma adicionando mobilidade na articulação do ombro para relaxar o aluno.

Conclusão

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Espero que esse texto esteja bem completo para você instrutor conseguir tratar esse tipo de lesão com seu aluno. A lesão no manguito rotador é mais comum do que se pode imaginar, por isso temos que estar preparados para receber e identificar as dores desses alunos.